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19
05
2008
Markers, pen, graphite, chinese ink and gouache drawingPosted by: Felipe Meyenberg in DrawingPequeno formato é um grande problema. Enquanto os trabalhos maiores se resolvem a medida em que vou fazendo, os pequenos ficam ali. Me olhando. Olhando… E acaba que termino-os quase no mesmo tempo em que acabo um desenho grande. Desenho continua não me servindo pra nada. Só os pequenos. Ficam ali. Me olhando, me olhando… Na verdade, a história de dois desenhos:
São dois desenhos separados, mas feitos juntos. Aguada com guache amarelo e impresso um no outro, além de deixar a tinta escorrer. Não necessariamente nesta ordem e repetido algumas vezes. O fundo amarelo pede um contraste tridimensional preto. Um dos desenhos leva um grafismo magenta e os dois geram um outro desenho iniciado a partir de impressões do nanquim ainda molhado:
Depois sobreponho uma folha na outra de modo a não ver parte dos dois desenhos ao mesmo tempo que formo uma nova configuração e, tomando os dois como um só trabalho, retomo com os marcadores magenta, amarelo e azul os grafismos e as áreas de cor:
Agora, concentro-me no primeiro desenho e trabalho cada vez mais na idéia de um falismo reflexivo e em todos os momentos construo o espaço de modo que o trabalho volte cada mais para si mesmo, numa força centrÃpeta:
Volto a trabalhar nos desenhos como se fossem um só para liberar o primeiro da força centrÃpeta e para dar uma cara ao segundo, que ainda não está definido. Utilizo nanquim e novas impressões entre os dois trabalhos:
Virando o segundo desenho, espero que ele, por si mesmo, defina seu caminho:
Como a mágica não acontece; emputecido, volto ao primeiro desenho, onde já sei (quase) tudo que posso tirar dele:
Concentrei-me, no desenho acima, principalmente no azul, que tiraria a expansão amarela e, ao redor do rosto, reforçaria sua introspecção em direção ao Falo. Depois, como não havia idéia de espaço contÃnuo, ou seja, era tudo figura/fundo, formei um novo universo, uma nova superfÃcie, com diferentes tipos de grafite:
Era muito importante que o grafite imitasse as outras superfÃcies ao mesmo tempo que criava áreas e desenhos internos próprios. Isso porque é necessário que haja interpenetração dos elementos e diálogo da obra com ela mesma, dois importantes aspectos daquilo que chamo “construção do espaço pós-moderno”. A quase conclusão do primeiro desenho fez com que eu me voltasse ao outro. Agora não mais indefinido porque quando se trabalha em dois desenhos ao mesmo tempo, um contamina o outro e, como se tivesse usando uma ponta seca, fiz linhas muito incisivas no segundo desenho:
Para não deixar que as áreas em branco dispersassem o desenho, usei muita água escorrida com tinta guache azul. Depois, imprimi o desenho numa folha branca e mais outro desenho surgia dos dois. Imprimindo o segundo no primeiro desenho, finalizo o trabalho no desenho fálico:
Agora, quase pronto e já reconhecendo-o, mais grafite:
Para finalizar, a linha magenta com o marcador. E aà vão o segundo e o primeiro desenho, ambos prontos:
Para fazê-los usei guache, grafite, esferográficas (que não dá pra ver aqui, por isso nem falei sobre elas), nanquim e markers. Levei, entre sábado e domingo, quase oito horas trabalhando neles. |



















