A forma não tem a mÃnima importância.
Archive for the “Processo Criativo” CategoryEstou pintando um quadro chamado “despedida”. O video conta um pouco dele.
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06
2007
Sobre as fasesPosted by: Felipe Meyenberg in 1ª Fase, 2ª Fase, 3ª Fase, Painting, Processo CriativoAtualmente, divido meu trabalho em três fases distintas: A 1ª Fase é a que chamo dos papéis (embora haja nessa fase eucatex, telas e paredes, o papel é o que predomina). No inÃcio, por causa do preço, pintava muito com papel, chegava a fazer cinco, seis quadros todos os dias. É claro que com o tempo ia jogando fora os que não interessavam e acabei ficando com uns poucos exemplares, os quais julgo realmente relevantes. Algumas caracterÃsticas são marcantes e aparecem em todas as outras fases. A principal, a meu ver, é que elas todas são obras acabadas por si mesmas, ou seja, são sujeitos independentes das outras obras. Não faço conexões entre uma obra e outra. Quando ela acaba, acaba. Quando não acaba é um tormento, como está sendo a tela que estou pintando há mais de três meses. Faço uma tela de cada vez, desde o inÃcio é assim. Outra caracterÃstica é o tratamento das veladuras, são transparentes, intercalando-se, sempre deixando todo o processo à mostra; é uma das primeiras caracterÃsticas do que chamo de “construção do espaço pictórico pós-moderno” que, aliás, deve ser reconstruÃdo a cada obra; como na vida. Quando, internamente, se esgotou o conteúdo e as possibilidades do papel, abandono-o e dedico-me somente à s telas. Na 2ª Fase define-se também o tipo de tinta que uso. Após muitas tentativas com várias marcas de tintas acrÃlicas, passo a usar apenas as (não é merchan, juro) tintas acrÃlicas maimeri. Essa é uma fase intermediária, onde estudo muito mais o quadro, faço alguns estudos do corpo humano (que destruà todos, mas pretendo retomá-los um dia; numa nova linguagem, tornando-os indissociáveis do espaço pictórico e este daquele), a translucidez assume um papel prioritário e o quadro torna mais intimista, mÃstico, infinitamente menos direto e a imagem final arma-se de muitos segredos. A 3ª Fase começa com alguns testes de imprimação das telas. Imprimação ou fundo é a camada de tinta (grosso modo falando, pois há vários tipos de receitas) que é passada na tela antes dela poder ser pintada. Isto resulta em efeitos e texturas diferentes, além da maneira de se pintar a tela depois de pronta poder mudar bastante. Também fiz muitos testes com o material da tela e agora estou usando tecido de algodão cru com uma imprimação básica (pois tem os produtos anti-mofo, anti-isso e anti-aquilo) de cola pva, água e latex. Com isso, tive condições de expressar melhor minha forma de ver o mundo. A 3ª Fase é muito mais complexa que as outras e, por ainda estar sendo desenvolvida, merecerá um post só dela no futuro. Então, como diria a Lilica (ou o Perninha?): por hoje é só, pessoal! Dentre as inúmeras funções da arte está, certamente, a catarse. A obra catártica fala de maneira muito direta com o pintor e isto comprovam-me os quadros Deus-macaco e Totens guardam a pirâmide compostos em noite de fúria depois de desentendimentos familiares. Com Saturno na casa pode não ser interessante para o filho trabalhar com o pai e, por certo, os astrólogos acertaram nisto, ainda que deles discordam os eminentes cientistas a repeito da planitude de Plutão Como sempre, poucos exemplares destes quadros restaram após as limpezas gerais das obras que o pintor julgava más. Ainda que hoje me arrependa das várias limpas feitas em minhas pinturas, pois que, destruÃdas não existem mais, contento-me em em não poder negar sua existência como não-obras.
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06
2007
Sem titulação e demais tÃtulosPosted by: Felipe Meyenberg in Painting, Processo CriativoA arte deve ser apreendida de um relance, dizia Tchékhov. Por isso, sempre que posso, coloco um tÃtulo na obra. As vezes não dá. Nem sempre há uma palavra ou frase que, em um relance, leve o espectador para dentro do quadro. Então fica “Sem tÃtulo” mesmo. O mundo pós-moderno é difÃcil de definir em um relance… Aliás, o que é pós-moderno? |