Archive for the “1ª Fase” Category


Atualmente, divido meu trabalho em três fases distintas:

A 1ª Fase é a que chamo dos papéis (embora haja nessa fase eucatex, telas e paredes, o papel é o que predomina). No início, por causa do preço, pintava muito com papel, chegava a fazer cinco, seis quadros todos os dias. É claro que com o tempo ia jogando fora os que não interessavam e acabei ficando com uns poucos exemplares, os quais julgo realmente relevantes.

Algumas características são marcantes e aparecem em todas as outras fases. A principal, a meu ver, é que elas todas são obras acabadas por si mesmas, ou seja, são sujeitos independentes das outras obras. Não faço conexões entre uma obra e outra. Quando ela acaba, acaba. Quando não acaba é um tormento, como está sendo a tela que estou pintando há mais de três meses.

Faço uma tela de cada vez, desde o início é assim.

Outra característica é o tratamento das veladuras, são transparentes, intercalando-se, sempre deixando todo o processo à mostra; é uma das primeiras características do que chamo de “construção do espaço pictórico pós-moderno” que, aliás, deve ser reconstruído a cada obra; como na vida.

Quando, internamente, se esgotou o conteúdo e as possibilidades do papel, abandono-o e dedico-me somente às telas. Na 2ª Fase define-se também o tipo de tinta que uso. Após muitas tentativas com várias marcas de tintas acrílicas, passo a usar apenas as (não é merchan, juro) tintas acrílicas maimeri.

Essa é uma fase intermediária, onde estudo muito mais o quadro, faço alguns estudos do corpo humano (que destruí todos, mas pretendo retomá-los um dia; numa nova linguagem, tornando-os indissociáveis do espaço pictórico e este daquele), a translucidez assume um papel prioritário e o quadro torna mais intimista, místico, infinitamente menos direto e a imagem final arma-se de muitos segredos.

A 3ª Fase começa com alguns testes de imprimação das telas.

Imprimação ou fundo é a camada de tinta (grosso modo falando, pois há vários tipos de receitas) que é passada na tela antes dela poder ser pintada. Isto resulta em efeitos e texturas diferentes, além da maneira de se pintar a tela depois de pronta poder mudar bastante. Também fiz muitos testes com o material da tela e agora estou usando tecido de algodão cru com uma imprimação básica (pois tem os produtos anti-mofo, anti-isso e anti-aquilo) de cola pva, água e latex.

Com isso, tive condições de expressar melhor minha forma de ver o mundo.

A 3ª Fase é muito mais complexa que as outras e, por ainda estar sendo desenvolvida, merecerá um post só dela no futuro. Então, como diria a Lilica (ou o Perninha?): por hoje é só, pessoal! :)

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Dentre as inúmeras funções da arte está, certamente, a catarse.

A obra catártica fala de maneira muito direta com o pintor e isto comprovam-me os quadros Deus-macaco e Totens guardam a pirâmide compostos em noite de fúria depois de desentendimentos familiares.

Com Saturno na casa pode não ser interessante para o filho trabalhar com o pai e, por certo, os astrólogos acertaram nisto, ainda que deles discordam os eminentes cientistas a repeito da planitude de Plutão :P .

Como sempre, poucos exemplares destes quadros restaram após as limpezas gerais das obras que o pintor julgava más.

Ainda que hoje me arrependa das várias limpas feitas em minhas pinturas, pois que, destruídas não existem mais, contento-me em em não poder negar sua existência como não-obras. :mrgreen: :twisted: :mrgreen:

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Veja em alta resolução.

Acrílica sobre papel. 60×43cm. 2004.

Preço:R$650,00 + frete.

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Veja em alta resolução.

Acrílica sobre papel. 50×35cm. 2004.

Preço: R$650,00 + frete.

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 Veja em alta resolução.

Acrílica, cola e pigmento sobre papel. 49×35cm. 2003.

Deve ser (salvo improvável engano) me único quadro sem assinatura.

Preço: R$650,00 + frete.

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